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Médicos mostram como aumentar a expectativa de vida de cardíacos.

      A associação de atividade física diária, sob orientação médica, e dieta equilibrada é o melhor remédio para recuperar pessoas com doenças coroniana ou que sofrem enfarte e outros problemas cardíacos. Segundo especialistas, um bom programa de reabilitação deixa o coração novinho em folha. Até a angioplastia, uso de cateter para desobstruir artérias, evoluiu. Agora o stent (um microtubo de aço implantado no vaso) libera drogas que evitam cicatrização na área dilatada.

      Pessoas que já iniciaram reabilitação cardíaca dizem que a qualidade de vida morou cem por cento. O advogado Valmar Paes, de 60 anos, sempre teve hábitos saudáveis, mas há um ano e maio, o coração falhou e ele passou por uma cirurgia de oito horas e meia, com implante de três pontes. Quarenta dias depois, já caminhava na orla e hoje segue um programa que inclui exercícios de quatro a cinco vezes por semana.

"Hoje estou me sentindo muito melhor do ponto de vista físico e intelectual", diz.

      A reabilitação cardíaca deve ser indicada antes mesmo que algo mais grave aconteça. Indivíduos que a partir dos 30 anos começam a engordar, principalmente na cintura, têm colesterol alto, aumento de pressão arterial, roncam mais e estão mal condicionados fisicamente já podem se inscrever em programas de reabilitação, em clinicas privadas ou hospitais da rede pública.

      "Homens e mulheres com esse perfil estão em rota de colisão para um evento coronariano".

      O coração originalmente para se exercitar diariamente.

      "A partir dos 30 anos, perdemos músculo. E quanto menos massa muscular, menor será o gasto de calorias em repouso. Não podemos nos dar o luxo de fazer apenas duas caminhadas por semana e achar que estamos protegidos. É como se o corpo trabalhasse fora das especificações do manual de fabricação. O efeito do exercício físico só dura 48 horas", recomendamos atividade física intensa, controlada e individualizada no programa de reabilitação.

    Um exemplo onde o paciente não apresentava fatores de risco para doença coronariana, não tinha histórico familiar de enfarte e se exercitava pelo menos três vezes por semana. Mesmo assim, seu coração pifou de repente. "Foi submetido a uma angioplastia e depois do enfarte fica inseguro. Hoje faz treinamento aeróbico e musculação quatro vezes por semana A qualidade de vida melhorou, inclusive o humor"

      O ideal na reabilitação cardíaca é se exercitar no limite para melhorar a capacidade do endotélio (a parede interna das artérias).

      "Não fumar, manter o colesterol baixo e praticar exercícios diariamente são algumas das medidas que ajudam a manter o endotélio saudável", ensina o médico.

O paciente acha que a angioplastia, inclusive com técnicas mais modernas, na qual o stent é associado a um fármaco que ajuda a prevenir a reestenose (novo entupimento do vaso), é uma boa indicação em alguns casos, mas nem sempre deve ser a primeira opção de tratamento para a doença coronariana.

      "O stent não resolve o problema em definitivo e apenas vai tratar um trecho. O objetivo deve se manter o endotélio saudável. E o nosso seguro de saúde é um ótimo condicionamento físico".

      Também o cardiologista Salvador Serra, um dos responsáveis pelo programa de reabilitação cardíaca do Instituto Estadual de Cardiologia, Aloysio de Castro, diz que o objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas de coração. Mesmo portadores de insuficiência cardíaca se beneficiam.

Antes eles ganhavam um pijama e um par de chinelos com recomendações de não fazer qualquer esforço", diz.

      A maioria dos casos de insuficiência cardíaca tem indicação de reabilitação e os pacientes podem até fazer exercícios de forca. De maneira geral, todos os cardiopatas teriam condições de participar. Há restrições para casos de arritmia grave, angina instável, hipertensão grave e insuficiência cardíaca em grau quatro. A intensidade da atividade depende de cada caso.

      "Estudos mostram que os exercícios intensos afastam pacientes. Muitos sempre foram sedentários e se sentem desestimulados", diz Serra.

   O programa do Instituto Aloysio de Castro, no Humaitá, inclui a participação de professor de educação física, nutricionista, psicólogo e enfermeiro e dura cerca de cinco meses. Depois os pacientes são orientados a continuar o tratamento em casa.

      "Tudo deve ser feito na dose certa e aumentarmos a intensidade de atividade aos poucos. Por exemplo, para o hipertensos os exercícios moderados são os mais indicados. Para reduzir as gorduras no sangue, é necessário maior intensidade", comenta.

      Para o cardiologista, o exercício físico é apenas um dos itens do pacote de reabilitação e não substitui o tratamento clinico, nem mesmo procedimentos como angioplastia e cirurgia cardíaca.

  "O fato do paciente ter feito angioplastia com stent farmacológico ou cirurgia com implante de pontes não significa que esta curado da doença coronariana. A indicação desses procedimentos dependerá de cada caso. Por exemplo, uma lesão de tronco de coronária não se resolve com angioplastia, só cirurgia. Há ainda pacientes inoperáveis", diz o cardiologista, médico do Pró-Cardíaco, no Rio, lembrando que além do Instituto Aloysio de Castro, outros centros públicos, como o Hospital Antonio Pedro (da UFF) e o Instituto Oscar Clark, fazem um bom trabalho de reabilitação.

Saiba mais sobre o progama

Exames essenciais
Antes de iniciar um programa de reabilitação cardíaca, é necessário passar por exames, que incluem detalhada consulta clinica. Segundo o cardiologista Cláudio Gil, é importante fazer eletrocardiograma, prova de função pulmonar, teste de forca e de flexibilidade, além de avaliação aeróbica e medida do consumo de oxigênio. Isso é fundamental para saber a dose certa do programa

Risco máximo
O cardiologista Cláudio Gil diz que é preciso se exercitar num limite muito próximo do risco para ter algum beneficio. Por isso, os programas de reabilitação cardíaca são realizados em clinicas e hospitais especializados nesse serviço. O paciente é acompanhado por médico, enfermeiro e professor de educação física durante todo o tempo das atividades.

Vida sexual
Além de elevar a auto-estima e melhorar o humor, o programa de reabilitação cardíaca proporciona o retorno à vida sexual.
A prática de exercícios físicos melhora o funcionamento do coração e do endotélio, que também esta presente nas artérias do pênis. Isso previne a disfunção erétil. As pessoas fisicamente ativas tem 30% menos impotência sexual.

Reduzir os fatores de risco
Os médicos tinham, até então, como certo, que o sistema cardiovascular começava a apresentar problemas a partir do momento em que a mulher dava entrada na menopausa, devido à queda do estrógeno. "Este é um hormônio que age como protetor do coração", diz Moacir Godoy, chefe do Departamento de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular, da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp). No entanto, um estudo realizado com 380 pacientes, pelos pesquisadores da Universidade de Pittsburg, comprovou que mulheres que não realizam exames preventivos podem ser surpreendidas com a alta do colesterol e enfartes muito antes de chegar a menopausa.

De acordo com o cardiologista Moacir Godoy, a solução apresentada pelos especialistas, além da diminuição dos fatores de risco, é a prevenção. E como o sedentarismo e o tabagismo hoje são freqüentes entre as mulheres, é preciso atenção. "As mulheres que têm pelo menos dois fatores de risco são mais vulneráveis e, portanto, devem começar a realizar exames anualmente, a partir dos 35 anos", avisa o médico. Os exames mais indicados são os de sangue, que podem indicar com estão os níveis do colesterol, e os de eletrocardiograma e ergometria, que apontam alterações vasculares.